Rústicos

Lance Notícias | 15/07/2022 18:25

15/07/2022 18:25

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Quando o hobby vira profissão: conheça a história de Adalberto Lauchzer

Quando o hobby vira profissão: conheça a história de Adalberto Lauchzer

Essa história não começa quando Adalberto nasceu. Seu início se dá dentro do Exército, quando o mesmo se especializou em material bélico de armamento e tudo que se tratava de partes mecânicas de viatura pesada.

Dentro do Exército, Adalberto conheceu um sargento que fazia facas e foi convivendo com ele que os primeiros moldes de facas foram surgindo. Adalberto só não sabia, ainda, fazer têmpera das facas.

Quando saiu do quartel pela dispensa e voltou para casa, Adalberto começou a trabalhar com vendas. Em sua caminhada, ele já vendeu sorvete, óleo lubrificante, baterias, e mais um montão de coisas.

Mas aconteceu algo curioso. Seu pai, na época, não sabia produzir facas, mas sabia da têmpera das facas, isso porque, ele dava a têmpera nas talhadeiras de corar ferro, cortar piso e então surgiu a ideia de Adalberto produzir as facas e seu pai temperar.

Corta a faca, molda a faca e depois tempera, só para testar.

— Meu Deus do céu, ali começou a paixão por produzir facas. Comecei fazendo uma para mim e gostei, aí um colega disse pra eu fazer uma para ele também, depois um parente me pediu uma faca e quando eu vi, eu estava fazendo facas para venda— conta.

Adalberto comenta que antes de perder seu pai, ele trabalhava cortando e carregando madeira para fora como eucalipto, toras grandes e também cortando lenha e foi daí que surgiu a ideia de começar a fazer mesas e bancos de madeira rústico.

Sem que ele pudesse perceber, além das facas, já estava trabalhando, também, com móveis no estilo rústico e as pessoas começaram a fazer seus pedidos. Adalberto trabalhava a semana toda, chegava em casa cansado, tinha sua família para dar atenção, mas mesmo assim, utilizava dos finais de tarde para produzir suas peças.

Como sua produção acontecia geralmente nos fins de tarde e finais de semana, Adalberto teve, muitas vezes, que deixar seus clientes esperando.

— Eu sempre fiz como hobby, afinal eu era vendedor, mas eu vi que o meu hobby se transformou em minha profissão. Fazia mais móveis e facas do que saia para a estrada vender— comenta Adalberto.

Já são mais de 15 anos que Adalberto produz facas e móveis rústicos, que estuda e sabe fazer o que faz. No decorrer desses anos, conseguiu comprar máquinas para produzir as peças e também, construir suas próprias máquinas.

E então o ano de 2022 chegou e trouxe com tudo o desejo de abrir o seu próprio negócio junto de sua esposa Franciane Bellaver, afinal, as encomendas já eram tantas que ele já não conseguia mais compartilhar das duas funções, ou abandonava as vendas, ou focava na cutelaria.

 

Adalberto decidiu: iria focar no hobby que já tinha virado trabalho! Sua esposa Franciane, lhe deu todo o suporte e então, juntos, procuraram fazer tudo dentro dos conformes. Registraram a empresa que agora tem um CNPJ, inscrição estadual, pediram e conseguiram a liberação da Ambiental e aí, finalmente, nasceu a Cutelaria e Rústicos Xaxim.

— A ideia já tínhamos, vender nós já vendemos há mais de quinze anos para amigos, parentes, pessoas de fora e agropecuárias. No início até a gente dava a faca de brinde para o cliente. Depois começamos a produzir tábua de carne, espetos, porta faca, expositores, bancos, mesas resinadas, pergolados. O processo é de formiguinha, não é como uma mecânica, uma farmácia, um mercado, onde a pessoa precisa ir lá comprar alguma coisa e tem alguém para atendê-los, meus clientes não vem aqui porque precisam, ele vem até a cutelaria porque querem um móvel rústico ou uma faca, então é diferente— explica.

Além da cutelaria com facas feitas de rolamento, inox e trilho de trem forjado, do jeitinho que o cliente pedir, independente do modelo e também dos móveis rústicos, Adalberto também conserta betoneiras e faz soldas no geral.

Ele também  nos conta o objetivo da Cutelaria e Rústicos Xaxim.

— Hoje, posso dizer que a Cutelaria e Rústicos Xaxim tem como objetivo proporcionar qualidade e satisfação a todos os clientes, sempre respeitando e cuidando do meio ambiente. É um sonho, uma ideia que saiu do papel  — finaliza Adalberto.

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