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Lance Notícias | 18/08/2022 18:40

18/08/2022 18:40

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Moradora de Xaxim que sofre de atrofia muscular se destaca na pintura e no crochê

Marizete Ferreira de 40 anos, moradora de Xaxim foi uma criança “normal” até seus 10 anos. Vivia correndo, brincando e ia para a escola todos os dias. O que nunca passou pela sua cabeça era que teria, no futuro, uma história de superação para contar. Certo dia, Marizete começou a sentir uma forte dor em […]

Moradora de Xaxim que sofre de atrofia muscular se destaca na pintura e no crochê

Marizete Ferreira de 40 anos, moradora de Xaxim foi uma criança “normal” até seus 10 anos. Vivia correndo, brincando e ia para a escola todos os dias. O que nunca passou pela sua cabeça era que teria, no futuro, uma história de superação para contar.

Certo dia, Marizete começou a sentir uma forte dor em cima do pé ao caminhar e conforme o tempo ia passando, seu pé inchava cada vez mais. Com o passar dos meses, não só o pé, mas também as pernas estavam inchadas, fazendo com que Marizete sentisse dificuldade de andar e também dobrar os joelhos.

Naquela época, era muito difícil ir ao médico, o que fez a situação de Marizete piorar. Mas a comunidade em que Marizete morava com a família recebeu a visita de algumas irmãs franciscanas de São Lourenço e tiveram conhecimento que Marizete estava doente e então a levaram ao hospital para fazer exames.

Nessa época, Marizete já apresentava dificuldades, então permaneceu no hospital por oito dias. Após retornar do hospital e ter ficado dois meses em casa, foi preciso voltar ao hospital e internar Marzete mais uma vez, devido ao avanço da doença.

Um ano depois, Marizete perdeu completamente o domínio das pernas e parou de andar, mas a doença não parava de avançar e acabou encolhendo todos os nervos de seu corpo.

— Hoje sou cadeirante e dependo da minha mãe pra tudo. Meu corpo é todo encolhido e só fico na posição sentada pois minhas pernas não esticam mais. Eu só estudei até a segunda série do ensino fundamental, mas gosto muito de aprender com a vida foi ai que me interessei pelo artesanato—comenta.

Artesanato:

Marizete conta que aprendeu primeiro pela televisão e que depois sua mãe comprou uma revista de vestidos de boneca em crochê e ela se apaixonou.

— Daí em diante me interessava cada dia mais. Eu não sei tudo, mas estou disposta sempre a aprender a como pintar e fazer crochê. Não sou profissional, apenas faço o que eu gosto.

Marizete mesmo com sua limitação não deixou de fazer o que ama. Supera a cada dia suas dificuldades e busca sempre fazer tudo prezando os detalhes.

— Hoje em dia vivo uma vida normal. Adoro animais, tenho 4 irmãos todos mais novos do que eu e somente o caçula mora conosco e toda segunda-feira eu e minha mãe vamos para grupo de convivência e artesanato do CRAS.

A história de Marizete é de superação e ela deixa claro que não importam as dificuldades que ela enfrenta, mas sim, a força de vontade que ela tem em tentar.

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